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15 mai 2012

OS “MELHORES” DO CAMPEONATO CARIOCA

 

Ralff Santos/Fluminense FC

O torcedor há de estar – pelo menos era assim muitos anos atrás – se perguntando e discutindo a seleção do ano apresentada numa festa de auditório para preencher grade de televisão. Deve estar no contrato, todo mundo ganha dinheiro, não há crise, pode estar pensando a turma que gosta e discute futebol. Engano. A crise é monstruosa, não há dinheiro e a tal festa é horrenda se comparada às que foram feitas nos campeonatos mais importantes da Europa.

Não discuto convocação de treinador, que tem seus critérios, embora alguns sofram pressão de patrocinadores, da própria CBF, da televisão, de empresários. Sempre foi assim e não deverá mudar muito, mais adiante. Pelo menos não acredito nisso. Dizem que essa “escalação” é feita por jornalistas esportivos. Bom, eu não conheço nenhum que tenha votado, nunca foi convidado – nem quero – e garanto que há indicações que não suportariam uma análise técnica isenta.

Não questiono as “convocações” de Diego Cavalieri, mesmo com as boas atuações de Jeferson, do Botafogo. Fagner, Dedé, Rômulo, Deco e Vagner Love também receberiam meu voto, mas precisaria ser apresentado ao zagueiro Tiago Medeiros, uma das maiores invenções desde 1906, quando foi disputado o primeiro campeonato do Rio. “Precisamos convocar um jogador de time pequeno para não ficar feio. O que irão pensar da gente”. Se não foi exatamente assim não foge muito disso. Por que não o Almir, do Bangu, que mudou a cara do time, quase rebaixado, levando-o à semifinal da Taça Rio com o Botafogo ?

Felipe, do Vasco, de quem sou admirador, foi forçação de barra, como Kleberson, do Flamengo, que jogou poucas vezes, na Taça Rio, e foi “eleito”. Mas é do Flamengo, tinham que arrumar uma vaga para ele. Carlinhos ou Marcio Azevedo, sem serem brilhantes, foram os dois melhores. Poderiam escolher um ou outro que não faria diferença. Alecssandro, se fosse do Americano, Bonsucesso ou Olaria não estaria na lista, mesmo sendo o artilheiro. Por que não o Samália ? Por que é do Boavista. E o Fred, perdeu por que ?

Deco foi o craque, até porque merece o adjetivo. Um dos poucos dessa  lista, diga-se a bem da verdade. Abel foi o técnico campeão, com o melhor elenco, que não tira o seu mérito. Soube administrar problemas, teve o grupo sob controle e voltou ao futebol brasileiro em boa hora. Osvaldo Oliveira fez um ótimo trabalho no Botafogo, mantendo uma invencibilidade de quase cinco meses. Não ganhou o mais importante, por culpa da queda de produção de muitos jogadores, o que não pode ser posto na conta do treinador.

Há um ano da Copa da Confederações pergunto quem, dessa “seleção”,  será convocado por Mano Menezes, se ele ainda for o técnico ? Dedé – que não tem concorrente no Brasil – podemos esperar por Fagner e Rômulo, que são novos, e paramos por aqui. Enfim, foi feita a festa, cumprido o contrato, não me interesso por audiência, na verdade ignoro, vi apenas uma foto com tanta gente que mais parecia uma grande feira do futebol. Mas o que mais me impressionou foi o painel de fundo, muito grande, escrito: “CARIOCÃO”. Quanta criatividade. Fico pensando na festa em Fortaleza. Será “Cearazão” ?

15 maio, 2012 as 16:50 por Manga

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8 mai 2012

A DECADENCIA DO FUTEBOL CARIOCA

A primeira partida da decisão dos principais campeonatos estaduais mostrou alguns detalhes interessantes, preocupantes, bizarros. No antigo país do futebol as coisas são decididas de forma estranha, sem nenhum padrão lógico, com absoluta  indiferença da CBF, que deveria, na pior das hipóteses, orientar as Federações na confecção dos regulamentos.

Em qualquer lugar do mundo um clube que vencer os dois turnos será o campeão. Certo ? Errado. No estadual catarinense não funciona assim. Pode-se alegar que o regulamento foi aceito pelos participantes, todos sabiam que seria assim. Perfeito, não deveriam ter aceitado. Reclamar depois do resultado do primeiro jogo é chororô. O Figueirense foi campeão do primeiro e do segundo turno. Na final, perdeu o primeiro jogo por 3×0 para o Avaí, na Ressacada, e está numa situação complicada para reverter a desvantagem. Basta estar num dia ruim para jogar por terra toda uma jornada vitoriosa. Não deveria ser assim.

O clássico mais antigo do futebol carioca foi decidido pela última vez para quase 150 mil pagantes. A primeira partida para decidir o campeonato deste ano foi disputada no Engenhão com a presença de apenas 23.000 torcedores. O Fluminense se superou e aplicou uma surpreendente goleada no Botafogo e dificilmente deixará escapar seu 31º título estadual. Difícil acreditar numa virada alvinegra, que perdeu sua primeira partida do ano quando menos podia.

Em centros importantes, “penetras” ilustres deixaram clubes poderosos fora da decisão, como o Caxias, que ficou na vaga do Grêmio, o America Mineiro deixando o Cruzeiro fora e o surpreendente Guarani que tomou o lugar que poderia ser de São Paulo, Palmeiras ou Corinthians. Santos x Guarani teve a segunda melhor presença de torcedores de todo o futebol brasileiro, com mais de 40.000 pagantes, grande parte levada para ver Neymar, a única atração do falido futebol brasileiro.

Com arbitragem do carioca Marcelo de Lima Henrique, que expulsou o técnico Paulo Roberto Falcão – fato raro na carreira do ex-jogador do Inter, Roma e seleção brasileira – Bahia e Vitória ficaram no 0×0 e um gostinho de frustração da torcida do Vitória, que jogava em casa. A decisão ficou para domingo, com o Bahia tendo vantagem do empate para ser campeão. Melhor de tudo foi a presença de 31.263 pagantes no Barradão.

No estádio do Arruda, Sport e Santa Cruz empataram em 0×0, com 44.082 pagantes, deixando a decisão para a Ilha do Retiro no próximo domingo, quando o Leão vai completar 107 anos. Estádio lotado com certeza, expectativa de título, evidentemente, já que o time da casa tem a vantagem do empate, mas isso será decidido no campo. Fora dele cabe ao torcedor, mais uma vez, mostrar a força do futebol nordestino. Foi o maior público do domingo de decisões pelo Brasil.

É hora de parar para pensar numa solução para o futebol carioca, que já foi modelo para todo o país, que acompanhava através do rádio, os maiores clássicos da história do esporte mais popular dos brasileiros. Como explicar a presença de apenas 23 mil torcedores na decisão do campeonato, superada em dobro pelos torcedores pernambucanos de Santa e Sport ? Não pode ser atribuída somente à paixão dos nordestinos por seus clubes ou a presença de grandes craques, caso isolado de Neymar, no Santos. Com a palavra o presidente da Ferj, Rubens Lopes e dos quatro grandes  Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.

8 maio, 2012 as 22:40 por Manga

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4 mai 2012

MOSTRA CINEMA E FUTEBOL

A ideia de associar cinema e futebol pode passar pela vertente diversão ou até, em uma forma mais sofisticada, arte. Embora o cineasta François Truffaut não veja esta última no documentário, como negar o toque artístico em Buena Vista Social Club, de Wim Wenders, em Noite e Neblina, de Alain Resnais ou mesmo nos documentários de Alberto Cavalcanti para não alongar muito a lista? Concordando ou não com Truffaut, há que se considerar a importância do documentário, pelo menos como fonte de informação. A Mostra ‘Cinema e Futebol’ do SESC Rio que apresentará além de Documentários, também Ficção sobre o tema, acontecerá no SESC Nova Iguaçu de 10 a 20 de maio próximo, e terá na sua abertura no Teatro às 19h, Garrincha, Alegria do Povo, documentário de Joaquim Pedro de Andrade, que deflagra a carreira de um dos principais nomes do cinema novo, e possibilita um mergulho mais profundo no universo popular, uma das propostas do movimento, que contará com as brilhantes participações de Paulo Roscio, Diretor dos filmes “Zico na Rede” e “Geração de Prata”, além dos radialistas Deni Menezes e Iata Anderson. Essa ligação cinema-futebol continua presente no atual cenário cultural com o recentíssimo Heleno de Freitas, que resgata outro ídolo do nosso futebol, ainda em exibição em vários cinemas do Rio de Janeiro.

4 maio, 2012 as 19:25 por Manga

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4 mai 2012

MADRID PAROU PARA SAUDAR OS CAMPEÕES

Uma multidão incalculável  foi às ruas de Madrid para saudar os campeões da Liga 2011-2012, conquistada na última quarta-feira no estádio San Mamés, ao derrotar o Athletic Bilbao por 3×0, com três rodadas de antecedência, sete pontos à frente do Barcelona. A festa branca foi acompanhada pelos torcedores madridistas até a praça Cibeles, lugar de comemoração do gigante espanhol.

 

 

Casillas: “Essa gente merece, tudo foi feito por eles.  

Os quatro quilômetros que separam o estádio Santiago Bernabéu da praça Cibeles foram acompanhados por uma multidão de torcedores que não queriam perder nenhum momento das comemorações e dançavam e pulavam, como os jogadores em cima do ônibus que conduziam os campeões. Foram 35 minutos de euforia percorrendo a avenida Castellana até a recepção espetacular proporcionada pelos merengues.

Higuaín:  “Estamos muito contentes por conquistar o campeonato depois de tantos meses de trabalho” 

Desde as 18 horas os jogadores começaram a chegar ao Santiago Bernabéu, onde os esperava um ônibus preparado especialmente para conduzir todo o elenco. Os jogadores vestiam camisas brancas com a inscrição “Campeões” precedida do número 32, correspondente aos títulos conquistados na Liga.

Di María: “ É certo que demos muitas alegrias mais a essa grande torcida”

Pepe, Cristiano Ronaldo e Marcelo foram os que mais comemoraram, dançando, pulando e girando no ar uma “bufanda” (tipo cachecol) com o escudo do clube escrito “Campeão”, na parte anterior do onibus, enquanto Kaká, Sergio Ramos, Di Maria e o capitão Casillas comentavam o que viam e gravavam em seus celulares toda a festa do título. José Mourinho numa das laterais, mostrava-se impressionado com a festa e fazia sinais com o polegar para a multidão que gritava seu nome.

Kaká “ O segredo é que somos uma equipe e o mais importante é o grupo“

Os mais jovens, Callejón, formado na base do clube e o zagueiro frances Varane, de apenas 18 anos, curtiam a festa discretamente, mais assustados que vibrantes, diante de tanta manifestação por parte dos torcedores brancos. Mal acreditavam que estavam vivendo aqueles momentos.

Sergio Ramos: “Estou muito contente, é meu terceiro título com o Real Madrid”  

A cada metro que se aproximavam da praça Cibeles a euforia dos jogadores ia aumentando, transformando-se em êxtase quando o ônibus apontou no caminho de Colon. A passarela humana abriu caminho para os campeões, enquanto milhares de torcedores aguardavam separados por uma grade e bem organizados explodiam em gritos de “campeões, campeões”.

Callejón “É um sonho que se realiza, num grande ano”

Özil, Khedira, Aitor Karanka, auxiliar técnico de José Mourinho, Higuain, e o preparador físico Rui Faria se abraçavam e pulavam acompanhando a multidão que cantava e coroava os campeões, num banho de madridismo impressionante.

Cristiano Ronaldo: “Essa equipe nos fez campeões e merece todo o nosso apoio”  

Coberto por uma chuva de papel picado, o capitão Casillas subiu na estátua de Cibeles, apoiado por um segurança, e amarrou uma bandeira do Real Madrid ao pescoço da ”Mãe da Vida e da Fertilidade”, em seu carro puxado por dois leões, que a essa altura sentia-se mais campeã que nunca.

Hala Madrid !

4 maio, 2012 as 13:21 por Manga

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2 mai 2012

REAL MADRID GANHA 32º TÍTULO NA ESPANHA

O Real Madrid ganhou o 32º título da Liga da Espanha, ao derrotar o Athletic de Bilbao, no estádio San Mamés por 3×0, gols de Higuaín, Cristiano Ronaldo e Özil, primeiro título nacional espanhol, sétimo de Mourinho em sua vitoriosa carreira, na segunda temporada dirigindo o time branco. Cristiano Ronaldo perdeu um pênalti, aos 11 minutos do primeiro tempo, o único desperdiçado nessa competição.

Faltando duas rodadas (Granada e Mallorca) o time merengue chegou aos 94 pontos, contra 87 do Barcelona e estabeleceu números impressionantes, como os gols marcados – 115 em  36 jogos – média de 3,19 gols por partida, fulminando o recorde anterior de 107 gols do próprio Real, na temporada passada.  Em toda a temporada 2011-12, o time dirigido por Mourinho marcou 197 gols contra 57.

Na Liga foram 30 vitórias, 4 empates e apenas duas derrotas (Levante 1×0 na 3ª rodada e Barcelona na 15ª rodada), podendo chegar aos 100 pontos, caso vença os próximos adversários, novo recorde para o time da capital, que fez a festa no gramado do San Mamés, no vestiário e se prepara para desfilar pára os torcedores na praça Cibeles, tradicional local das comemorações do gigante de Madrid, a partir das 19 horas desta quinta-feira.

TITULOS CONQUISTADOS PELO REAL MADRID 

71-72 / 94-95 / 96-97 / 00-01 / 02-03 / 11-12

BICAMPEONATOS

32-32 / 32/33

53-54 / 54-55

56-57 / 57-58

74-75 / 75-76

06-07 / 07-08

TRICAMPEONATOS

66-67 / 67-68 / 68-69

77-78 / 78-79 / 79-80

PENTACAMPEONATOS

60-61 / 61-62 / 62-63 / 63-64 / 64-65

85-86 / 86-87 / 88-88 / 88-89 / 89-90

2 maio, 2012 as 23:57 por Manga

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2 mai 2012

MIDIA: FALTA TALENTO E VERGONHA

 

Gandulas do Botafogo são bem orientados

Aconteceu no Engenhão. Estádio cedido e sob a responsabilidade do Botafogo, que tem se empenhado em fazer daquele local uma praça esportiva de alto nível, dentro do possível, do que lhe foi oferecido, como instalações. Tem sido assim e pude comprovar o empenho da atual diretoria quando fui conhecer o estádio no emocionante Flamengo x Lanús, pela Libertadores, quando o time de Joel Santana foi eliminado.

Foi na decisão da Taça Rio, entre Botafogo e Vasco, o que vem reforçar meu conceito sobre o atual despreparo e decadência da imprensa esportiva em nosso Estado. A vítima foi a gandula Fernanda que repôs a bola a jogo e em sequência foi feito o segundo gol do Botafogo.

Tem sido assim em todos os jogos e ouvi repetidas vezes que “os gandulas do Engenhão são ativos, rápidos, sagazes”, blá, blá, bla. Essa mesma gente que destacou a orientação acertada dos responsáveis pelo estádio está criticando a participação da moça, que nada fez além do que está orientada e acostumada a fazer. Só isso.

No caso específico, Maicosuel pediu a bola e a recebeu, como qualquer jogador recebe, nada de novo. Os jogadores do Vasco foram surpreendidos pela velocidade do lance e o Botafogo fez o que tinha a fazer, o gol. Qual a surpresa no lance, qual a irregularidade que merecesse tanto barulho ?

No mesmo jogo, a repetição do lance foi em favor dos vascaínos. Está gravado, podem conferir. Que gente é essa que está infiltrada entre nós. Onde estão seus editores, superiores, que não vem isso. Ou é normal esse tipo de jornalismo ? Estarei querendo algum absurdo ? Não estou pedindo nenhum Ricardo Serran ou Waldir Amaral, mas um pouco de respeito pelo torcedor, pelos colegas.

Penso que é hora da mídia se cobrar. Pedir mais seriedade, respeito, qualidade na informação. Não pode, há envolvimento comercial, alguém tem “rabo preso”, então pula fora, muda de profissão. Vaza. Vai tomar banho em outra cachoeira.

Virou palhaçada, perderam a vergonha e o crédito, construído por gente de talento e independência. Depois querem exigir liberdade de expressão, que não deveriam ter. No jogo anterior, entre Flamengo e Vasco, os gandulas do Engenhão trabalharam da mesma forma e não houve reclamação. Eram outras equipes que faziam a cobertura do jogo ? Pode ser.

Ou será que a Fernanda começa a despertar a atenção dos “desobridores de talentos” por ser uma moça bonita ? Dizem que foi vista na televisão. Não sei, não perco tempo com determinadas atrações noturnas. Se for verdade, não vai demorar para que a gandula seja convidada para fotos em revistas masculinas. Que nojo !

2 maio, 2012 as 0:15 por Manga

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27 abr 2012

GUARDIOLA, DE GANDULA A MITO DO BARCELONISMO

Inimaginável para o modelo brasileiro que um treinador pedisse demissão depois de quatro anos dirigindo o melhor time do planeta, formado por ele, dentro de um projeto apresentado pelo clube, com a efetiva contribuição do melhor jogador do mundo e um elenco absolutamente fantástico. Mais que isso, sem nenhuma proposta concreta de trabalho. 

Pep Guardiola deixa o Barcelona entregue a seu auxiliar técnico Tito Vilanova conhecedor profundo do clube, do time, dos jogadores. Uma medida pouco usual no futebol brasileiro, nos termos da efetivação do futuro técnico culé. Aquela figura do quebra-galhos não funciona num centro altamente profissional, que sobrevive à maior crise financeira da Europa.

Técnico mais vencedor de um gigante do futebol mundial em quatro anos não é para muitos, ao contrário. Poucos foram tão eficientes quanto o jovem ex-jogador, discípulo de Johann Crujff, introdutor do modelo holandês no time catalão. Guardiola enfileirou seis títulos seguidos sendo duas Liga dos Campeões, dois Mundial de Clubes e o tricampeonato espanhol, quebrando a hegemonia do rival Real Madrid. Ganhou treze títulos em dezoito disputados.

Guardiola anunciou na sexta-feira que deixará o Barcelona após a Liga das Estrelas, como é conhecido o campeonato da Espanha. Foram quatro anos no banco de reservas, depois de passar de gandula a jogador, onde conquistou a torcida, usou a faixa de capitão e virou ídolo, até assumir o time que passou a ser referencia internacional, e se transformar no melhor Barcelona da história.

Guardiola nega essa afirmação, preferindo deixar que o tempo se encarregue de dar o exato valor ao super time que formou, capaz de dominar até os mais fortes adversários. O Barça impõe o ritmo do jogo, tem o domínio em todos os cantos do gramado, faz a bola rolar como se fosse sua velha conhecida. A movimentação e ocupação do espaço pelos jogadores beira à perfeição. Os números são frios mas exatos. Eles apontam na direção do mais ganhador de títulos da história do Barça. Isso ninguém tira.

Escolhido melhor treinador do ano na festa de gala da Fifa, ganhando a Bola de Ouro em 2011, Pep Guardiola viu seu trabalho reconhecido pelo órgão máximo do futebol, em recompensa ao trabalho que realizou desde as categorias de base até reinar na Espanha e na Europa, até levar seu time de coração ao posto máximo, em tempo recorde. Hoje não se discute se o Barcelona é o melhor time do mundo, mas se é o melhor da história.

Com sua decisão de deixar o Barcelona, Pep deve ter pensado que não poderia fazer mais nada por seu clube, que seu tempo havia expirado depois de deixar escapar a Liga dos Campeões e a Liga da Espanha. Decidiu que era hora de mudar, mas a curto prazo o estrago será muito grande para o Barcelona.

Um dos segredos de Guardiola para a garantia do sucesso passa por canalizar seu ferrenho e nato sentimento “culé”, convertendo junto aos torcedores catalães o caminho que levou à consagração do Barcelona como o melhor time da história, levando seu grupo a ganhar treze dos dezoito títulos disputados, desde que assumiu o comando do time, em menos de quatro anos, podendo conquistar, ainda, a Copa do Rei, dia 25 de maio no Vicente Calderón.

Foram muitos meses de espera sobre seu futuro, de espera sobre um possível “sim” que não chegou apesar de todo o esforço do Barcelona para mantê-lo por mais algumas temporadas. O Presidente Sandro Rossel chegou a admitir que ofereceria um cheque em branco para que Guardiola mudasse de planos e renovasse contrato. O jovem treinador, entretanto, tem outras metas e deu por encerrada essa etapa profissional no clube catalão para, quem sabe, retornar como dirigente ou presidente, outras questão que somente com o tempo saberemos.

27 abril, 2012 as 19:30 por Manga

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26 abr 2012

O MELHOR FUTEBOL DO MUNDO

Iker Casillas é um dos destaques da Liga das Estrelas – Foto: site excite

Acho que estou repetindo esse título, mas vai ficar assim mesmo. Reforça minha opinião sobre o que considero domínio do futebol praticado na Espanha, com os dois melhores times do mundo e a seleção atual campeã da Europa e mundial, não custa lembrar. Ou para quem não sabe por que ainda não se tocou na globalização também do futebol. 

Há uma turma – na mídia principalmente – que ainda pensa que só se pratica futebol no Brasil. Que só aqui há bons jogadores, que o “melhor futebol do mundo” ainda é jogado em nossos campos. Duro é ver essa gente tomando lugar de verdadeiros profissionais – poucos, é verdade – que se prepararam, amam e vivem futebol todas as horas do dia. Gente que ainda considera esse esporte uma paixão e lazer.

Vi a queda do Barcelona e já falei sobre ela, na Liga dos Campeões, o melhor torneio de clubes do mundo, cem anos à frente de qualquer outro praticado nesse planeta. Depois foi a vez do Real Madrid deixar o torneio, que será decidido entre Bayern de Munique, que vai jogar em casa, e o Chelsea. Uma final surpreendente mas legítima. Dois grandes times, que jogaram com inteligência e foram premiados.

O que não consigo entender é por que a Fifa insiste em determinar prorrogação de trinta minutos, expondo os jogadores a um esforço desumano a que não estão preparados. Jogador é condicionado para disputar noventa minutos não 120. Depois de todo esse massacre físico ainda é obrigado a um desgaste emocional absurdo, nas cobranças da marca do pênalti. Alô sindicatos europeus, ta na hora de mudar isso.

Estimulados sabe-se lá por que – e não acredito simplesmente em ufanismo – há uma campanha sistemático contra o futebol praticado fora do país, notadamente na Europa, que começa, aí eu entendo, a incomodar a audiência em relação à mediocridade  do futebol jogado por aqui. Haja vista a briga pela audiência nas transmissões dos jogos da Liga dos Campeões, que era mostrada apenas na decisão do título. Acabou o monopolio de transmissão pela TV, com o crescimento do futebol auropeu entre os novos torcedores, principalmente.

Hoje as televisões estão mostrando os jogos das oitavas de final, com equipes nos locais das partidas. Será que está todo mundo errado, ou essa gente tem mesmo que se reciclar? Impossível ignorar a superioridade do Barcelona e do Real Madrid, principalmente dos de Guardiola, principalmente depois daquele banho de bola sobre o Santos que tem o melhor jogador brasileiro e se não for o melhor time brasileiro fica em segundo, na pior das hipóteses.

Vem aí o “melhor campeonato de futebol do mundo”, como eles costumam denominar a maior competição do país, “organizado” pela CBF. Você, amigo, vai ouvir e ler, de novo, que é “o único campeonato do mundo que tem quinze clubes disputando o título”.Vai ouvir, fique certo disso. Mas o espanhol, para esses sabidões, donos da verdade, só tem Real e Barcelona. Claro, eles não podem avaliar o que não conhece.

Fechando, vou deixar aqui uma sugestão. Só de brincadeira, convidem esses dois times para disputar “o melhor campeonato do mundo”. De brincadeirinha, só para eu ficar sabendo quem vai ser o terceiro colocado. Aí eu quero ver a cara de vocês.

26 abril, 2012 as 18:36 por Manga

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24 abr 2012

BARCELONA ENTRA EM FASE NEGATIVA


Bastou ser derrotado pelo Real Madrid, em casa, deixando escapar o tetracampeonato espanhol, que deverá ser dos merengues,  perder a vaga na final da Liga dos Campeões, também em casa, ao ceder o empate ao Chelsea, que virou discussão a condição do Barcelona ser ou não o melhor time do mundo. Ô gente apresssada. Continua sendo e será por muito tempo a equipe a ser batida. Se não houver uma grande mudança no Camp Nou.

São três jogos seguidos com duas derrotas – Chelsea e Real Madrid – e um empate, em uma semana. E daí ? Qual é o problema, como gosta de perguntar Gerson, o eterno canhotinha de ouro. É uma fase que precisa ser bem observada para que Pep Guardiola possa descobrir as falhas, os problemas que estão atrapalhando o time. As bolas não estão entrando com a mesma facilidade e a trave tem jogado contra. São sinais característicos de má fase.

Nunca existiu, não existe nem vai existir em futebol nenhum time imbatível. Isso pode acontecer em outros esportes, por um longo período, como o dream team de basquete dos Estados Unidos que ganhou a medalha de ouro em Barcelona, em 1992, derrotando todos os adversários fazendo mais de 100 pontos (o maior placar foi contra o Brasil 127×83, na primeira fase) e diferença acima de 34 pontos.

Em futebol é diferente. Há uma série de envolvimentos, são onze jogadores, não cinco, o que torna o trabalho do técnico mais complicado. Nunca foi possível reunir, num time de futebol, tantos jogadores do mesmo nível técnico como Michael Jordan, Scottie Pippen, Patrick Ewin, Larry Bird, Clyde Drexter, Karl Malone, John Stockton, Charles Barkley, Magic Johnson e David Robinson.

Seria como juntar Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Casillas, Thiago Silva, Marcelo, Xavi, Iniesta, Özil, Rooney, Ribéry, Robben, Scweinsteiger e outros e desse treino. Seria imbatível, mas como reunir essa gente toda numa só camisa ? Não foi que aconteceu com o Barcelona. Messi sobra, tem coadjuvantes excepcionais, a “fabrica” não para de produzir e o técnico tem o grupo nas mãos. E saiu ganhando tudo, dando espetáculos. Provou que pode ganhar e jogar bonito, um tabu tão velho quando a bola.

Pode acontecer, eventualmente, um desgaste físico, fastio de futebol, sequência de títulos que pode provocar desmotivação e a queda de produção individual que acarreta sobrecarga para o grupo. Fora isso, vão especular, encontrar defeitos nesse que é um dos três maiores times de futebol de todos os tempos. Pode-se comparar ao Santos de Pelé  o Ajax, de Crujff e ao Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, sem nenhum favor. Você escolhe o melhor de todos.

24 abril, 2012 as 22:54 por Manga

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24 abr 2012

CR7: A máquina de triturar recordes

Cristiano Ronaldo segue fazendo história no Real Madrid. Após marcar o gol da vitória contra o Barcelona, no clássico do último sábado, o atacante português bateu seu próprio Recorde por duas vezes. Marcou o gol número 42 no campeonato espanhol, ultrapassando os 41 da temporada de 2010-11 e chegou aos 54 gols numa temporada, superando sua própria marca de 53 também na Liga anterior. CR7 marcou 54 gols em 51 jogos, média de 1.05 por jogo.

Cristiano Ronaldo voltou a demonstrar que não conhece limites quando se trata de fazer gols, em qualquer situação. Tem sido assim desde que chegou a Madrid. Faltando quatro jogos para o término da temporada oficial de 2011-2012, CR7 poderá aumentar suas marcas que o situam duplamente à frente de mitos madridistas como Puskas, Hugo Sanchez e DiStéfano. Cristiano marcou 42 gols no campeonato, 8 na Liga dos Campeões, 3 na Copa do Rei e um na Supercopa.

MAIORES GOLEADORES DO REAL MADRID POR TEMPORADA

JOGADOR

TEMPORADA

GOLS

 

Cristiano Ronaldo

2011/12

54

 

Cristiano Ronaldo

2010/11

53

 

Puskas

1959/60

47

 

Hugo Sánchez

1989/90

43

 

Di Stéfano

1956/57

43

 

24 abril, 2012 as 22:46 por Manga

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