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3 set 2010

TALITA COMENTA OS DESAFIOS DA TEMPORADA

Fotos: Usina da Comunicação

Com a experiência do quinto ano consecutivo disputando o Circuito Mundial de Vôlei de Praia, Talita acaba de voltar de mais uma temporada de jogos pelo mundo com algumas impressões a respeito. Na véspera de tentar a sua segunda Olimpíada – a disputa pelas vagas começa na temporada do ano que vêm – a jogadora, que ficou com quarto lugar em Pequim-2008, analisou o ano de 2010 e projeta a próxima temporada com exclusividade para o Blog do Iata.

Jogando desde o ano passado com Maria Elisa, Talita ocupa atualmente a vice-liderança do ranking mundial, mesma posição que finalizou a temporada anterior. Mas apesar da manutenção do resultado, esse ano a dupla teve menos ouros no tour internacional. Para a jogadora isso não significa que 2010 tenha sido ruim. Apesar da menor quantidade de ouro, a sul-mato-grossense lembra que sua dupla teve em média resultados superiores ao do ano anterior.

“Um ano pós Olimpíada sempre é atípico. Mas mesmo assim soubemos aproveitar isso e fizemos nossa primeira temporada juntas muito bem. Em 2010 já tivemos as duplas em um nível mais alto, mas se formos analisar nosso rendimento foi menos flutuante comparado a 2009”, analisou a atleta.

Na visão de Talita, a disputa pela vaga olímpica será cada vez mais forte. A atleta destacou, por exemplo, que já é possível detectar mais duplas estrangeiras chegando ao pódio e fazendo resultados melhores comparando com a temporada passada. Ela aponta, inclusive, o crescimento no rendimento de “velhas conhecidas”.

“A parceria chinesa que foi bronze em Pequim voltou a jogar esse ano de forma bem forte. Conquistaram algumas etapas e estão sempre chegando às finais. Certamente será um time que iremos encontrar muitas vezes em jogos decisivos”, comentou Talita sobre Chen Xue e Zhang Xi, que derrotou sua antiga dupla com Renata na decisão do terceiro lugar em Pequim.

Aliás, sobre as chinesas, Talita aponta o país como um exemplo de investimento no vôlei de praia. Sem grande força de expressão na modalidade, o país investiu em formação de atletas a partir do anúncio de Pequim como sede olímpica, e mesmo depois dos Jogos em casa continua investindo. “Esse ano eles levaram duas jogadoras para o mundial, uma de 14 e outra de 15 anos, para ir ganhando experiência internacional”.

Sobre a participação brasileira em geral, Talita aponta um saldo positivo na temporada. Além do primeiro lugar conquistado por Juliana/Larissa, e do atual segundo posto estar nas mãos de Talita e Maria Elisa, a jogadora destaca a chegada de novas duplas.

“Fora Juliana/Larissa e Maria Clara/Carol que estão juntas a mais de um ciclo olímpico, o Brasil está chegando com duplas novas. E sempre disputando partidas relevantes. Minha parceria com a Maria deu resultado desde o ano passado, mas tivemos também duplas novas chegando bem no mundial. É o caso da Ângela/Val, que se juntaram para disputar os Jogos Mundiais Militares em 2011 no Rio, da Vivian/Taiana que começaram a jogar juntas esse ano e conseguiram ótimos resultados e da Luana/Lili que investiram ao disputarem o Mundial”.

Agora a jogadora foca na disputa pelo bicampeonato do Circuito Brasileiro até o final do ano. Apesar de ainda restarem duas etapas a ser disputadas pelo Mundial, Talita e Maria Elisa optaram em encerrar a temporada internacional e voltar suas atenções na disputa do Brasileiro. Esse fim de 2010 servirá também para fazer os últimos ajustes, porque quando a temporada 2011 do Mundial começar Talita sabe que terá um grande desafio pela frente.

“Sei o que é a disputa por uma vaga olímpica. Apesar de ser o mesmo circuito de todos os anos, quando envolve a disputa por uma Olimpíada é diferente. Cada time tem seu objetivo e todos sabem que precisam se superar para alcançá-lo. Por isso, cada confronto vira quase uma decisão, e é preciso estar 100% para chegar em Londres”, analisou Talita.

3 setembro, 2010 as 19:17 por Manga

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31 ago 2010

A MÍSTICA DO REAL MADRID

Foto: Iata

Dia 24 de agosto misturei-me aos mais de 70 mil torcedores do Madrid Club de Fútbol, verdadeiro nome do gigante da capital espanhola. Seria disputada a trigésima segunda edição do Troféu Santiago Bernabéu, que surgiu como uma homenagem à conquista da primeira copa intercontinental pelos “blancos”, em 1960. Real e Peñarol iriam reeditar aquela final, cinqüenta anos depois.

Em 4 de setembro de 1960 o Real Madrid derrotou o campeão uruguaio, no antigo estádio, com uma goleada histórica na partida de volta. Os 5 x 1 mostram bem a superioridade espanhola. O time  era  o melhor  do mundo e havia conquistado a quinta Liga dos Campeões seguida.  Motivado pelo 0×0 do primeiro jogo, o Peñarol pensou que pudesse levantar a taça na casa do adversário. Era uma missão quase impossível.

Foto: Iata

Dois gols de Puskas, completando Di Stéfano, Herrera e Gento, acabaram com o sonho dos sul-americanos. Não se pode brincar com a história e isso ficou provado mais uma vez. Ali estavam novamente os protagonistas de um jogo inesquecível. Um duelo histórico que marcou a vida do clube mais poderoso do planeta. Uma partida carregada de simbolismo para ambos os clubes.

Uma linda noite em Madrid. O cenário era perfeito para a festa inesquecível. É assim o Real Madrid. Poderoso dentro de campo, inigualável fora dele. Um clube com identidade própria, único no mundo. Ser “madridista”, “merengue” ou “blanco” significa torcer para o que há de melhor no planeta. Seus aficionados torcem pelo clube, independente dos resultados em campo.

Foto: Iata

O Estádio Santiago Bernabéu impressiona pela beleza arquitetônica. Ocupa um quarteirão do bairro Chamartin e ninguém pode imaginar, de fora, o que lhe reserva quando tem acesso aos seus lugares, todos marcados. Uma torcida orgulhosa festeja seus ídolos, vaia quem estiver mal, mas tem uma característica própria. Sabe escolher quem representa bem a camisa do clube. Ela é Madrid acima do tudo. Ama o clube, independente do time. Ganhar é preciso, mas a riquíssima historia de suas glorias está acima de tudo.

Predominantemente adulta e misturada com milhares de turistas, torcem como os nossos, sem os exageros que estamos acostumados a ver no futebol brasileiro. Há uma diferença fundamental de comportamento. Aquele estádio é dele,  sabe da sua importância para o clube, seus torcedores e seu futuro. Ficamos no Setor Sul, atrás do gol de Casillas, no primeiro tempo.

Foto: Iata

No segundo, vimos de perto os gols de Di Maria, um dos cinco novos apresentados antes do jogo, e Van der Vaart, de pênalti.

Entre as muitas “cantigas” dos torcedores, duas me chamaram a atenção. Falava de dois ex-jogadores, dispensados na temporada passada. O ex-capitão Raúl e Guti, “El 14”, lembrados a todo momento. Assim é o torcedor madridista, merengue, ou simplesmente “blanco”. Exigente, como todos no mundo. Orgulhoso como poucos, ou nenhum.

31 agosto, 2010 as 19:15 por Manga

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28 ago 2010

CLUBES AMEAÇAM GREVE NA ESPANHA

FOTO EXCLUSIVA DA DECISÃO DA COPA SANTIAGO BERNABÉU, COM VITÓRIA DO REAL MADRID SOBRE O PEÑAROL POR 2X0 (25-08-10)

O primeiro campeonato espanhol depois da conquista do primeiro título mundial está ameaçado pelos clubes que não concordam com o tratamento dado ao Real Madrid e Barcelona, com relação aos direitos de transmissão pela televisão. Há muitas temporadas, os dois principais clubes da Espanha fezem seus contratos separadamente, observando o critério do custo/benefício. Vale lembrar que o Barcleona tem oito jogadores e o Real Madrid cinco, dos campeões mundiais em junho, na África do Sul. E são, disparadamente, as duas grandes forças e os que mais investem na formação e contratação de jogadores.

Dezoito dos vinte clubes da Primeira Divisão, inclusive Real Madrid e Barcelona, aprovaram um projeto de venda conjunta de direitos de televisão que foi confirmado ontem (28-08-10) pelo Carrusel Deportivo da  Rede de TV SER. Os dois principais clubes da Espanha vão estudar a proposta, que não seria aceita em princípio. Os outros 18 signatários estão dispostos a fazer greve durante esta época que os dois ainda se recusam a negociar coletivamente. Entre outras coisas, estudam a proibição da imagens  de frente para as câmeras nos jogos contra  Real Madrid e Barcelona. Vale lembrar que os dois gigantes do futebol espanhol têm contratos separados com a rede que transmite suas partidas. Para o Brasil a rede ESPN Internacional, com narração feita em São Paulo. Aliás, um trabalho de excelente qualidade profissional.

A proposta de negociação coletiva, que vigora desde a temporada de 2014-15, é baseado no modelo italiano, e reivindica um aumento do total anual de 630 milhões para 900 milhões atualmente. A Liga de Futebol Profissional deverá  compartilhar esse montante entre os 20 times da Primeira Divisão seguindo vários critérios. Quarente por cento seriam fixos e 25% iguais entre todos os clubes; vinte e cinco por cento seriam distribuídos tendo em conta parâmetros como o número de compras pagas visão e audição e outros 20 por cento no acumulado do ranking de clubes nas quatro últimas temporadas. Os restantes quinze por cento seriam distribuídos de acordo com a classificação da última campanha.

28 agosto, 2010 as 20:47 por Manga

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27 ago 2010

O CRIME QUE ABALOU A REPÚBLICA

27 agosto, 2010 as 18:32 por Manga

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25 ago 2010

LA MANGA (Do Mar Menor)

No extremo sudoeste da província de Múrcia, na Espanha, há um enorme espelho de água na qual se refletem as nuvens e as silhuetas das brancas gaivotas que viajam pelas costas do Mediterrâneo. Trata-se de uma das mais importantes lagoas litorâneas da Península Ibérica. É uma das praias mais freqüentadas por turistas espanhóis, de Madrid, especialmente, portugueses, franceses, italianos, ingleses, belgas e holandeses. Um paraíso a 1.000 quilômetros de Aveiro, de onde saímos para conhecer esse lugar encantador.

Como um imenso lago de águas temperadas, tranqüilas e muito salgadas se extende o Mar Menor, com superfície de 180 km2 entre a Punta Del Mojón ao Norte e o penhasco do Cabo de Palos, ao Sul. Esta grande baía tem uma profundidade média de 1,7 metros e está separada do Mar Mediterrâneo por um litoral de 22 quilômetros, a chamada Manga, cuja largura não supera os 1.500 metros.

As costas do Mar Menor são cálidas e luminosas, com o horizonte sempre coberto com o ar transparente. A beleza natural dessas paragens alcança seu esplendor ao entardecer e nas primeiras horas da manhã, fora do movimento da temporada turística, quando somente as ondas do mar e o canto das aves interrompem o silêncio.

O clima no litoral do Mar Menor, que forma parte da chamada Costa Cálida, se caracteriza por suas temperaturas suaves com inverno moderado e verões quentes, com temperatura média anual de 18 graus. As chuvas são escassas, registrando a média de 40 dias por ano, com o sol aparecendo cerca de 3.000 horas anuais.


A beleza natural de toda a zona do Mar Menor unida às condições climáticas favoráveis e à sua notável infra-estrutura fazem desta área um lugar privilegiado para os desportos e o turismo ativo. Suas águas tranqüilas são o lugar ideal para se praticar todo o tipo de esporte aquático. Em suas praias há escolas de windsurf e de vela, lanchas, jetski, com acompanhamento de profissionais para aprendizagem e aperfeiçoamento.

Os banhistas podem escolher entre as cuidadas praias de mar aberto, ou pequenas “piscinas” perto de Cabo de Palos ou também as praias mais reservadas no interior doMar Menor, de areia fina e pouca profundidade, ideal para as crianças. Os praticantes de pesca submarina encontram centros de mergulho em Cabo de Palos, que incluem cursos nos meses de inverno, com saídas organizadas até as Islas Hormigas.


O Cabo de Palos, com seu farol sobre um penhasco rochoso, fica no extremo Sudeste da comunidade murciana. São as últimas sutentações de uma cordilheira de colinas vulcânicas, que constituem uma pequena península cujo lado Norte se apóia a restinga de La Manga. Cabo de Palos é habitado por um tipo de povo do mar, que conserva todas as características dos antigo pescadores que habitavam essa região.

Merece uma visita o Museo de La Mar, inaugurado em 1980, no edifício da Cofradía de Pescadores, em San Pedro Del Pinatar, que oferece uma coleção de 1500 peças entre elas mapas e cartas marítimas do século XVI, mei centena de barcos em miniatura, caracóis e artigos de pesca.

Santiago de La Ribera é um grande núcleo turístico, que se encontra a poucos minutos de San Javier, capital da comarca. Seu famoso passeio marítimo, escoltado por altivas palmeiras e bonitas mansões de veraneio, percorre toda a praia e chama a atenção por suas passarelas de banho que entram pelo mar e servem também para guardar barcos.


25 agosto, 2010 as 14:01 por Manga

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22 ago 2010

ENCONTRO COM TONI

Uma visita a “Catedral”, como é conhecido o novo Estádio da Luz, inaugurado em 2004 para a final do Campeonato Europeu de Seleções, pode reservar grandes surpresas. Ou não. Depende do seu dia. Aquele era o meu. O convite para participar de um programa da Benfica TV rendeu-me um encontro com o ex-jogador Toni, titular absoluto do campeão português e da seleção por muitas temporadas.


Conheci Toni numa excursão do América à África, para três jogos com o Benfica, base da seleção, naquela ocasião. Contava inclusive com Eusébio, o maior jogador português de todos os tempos, já as voltas com problemas nos joelhos, mas jogando o futebol que o consagrou como um dos maiores de seu tempo. Chegando a ser chamado de “Pelé português”, o que não é pouco. Toni lembrou alguns detalhes daquela excursão.

- Lembro bem que o America tinha um time muito bom, que nos deu muito trabalho. E nós tínhamos uma equipe fortíssima, uma das melhores que já tivemos. Em Sá da Bandeira estávamos perdendo o jogo e eu fiz um gol meio de ombro e terminamos empatando em 3×3. Mas foi um jogo duríssimo, muito disputado. Saiu confusão, por causa da arbitragem, mas acabamos contornando o problema e seguimos juntos para mais dois jogos.

O time brasileiro era dirigido por Amaro, ex-jogador do clube, campeão estadual em 1960, e estava se formando para conquistar a Taça Guanabara do ano seguinte, derrotando Fluminense, na final, por 1×0. Era liderado pelo capitão Alex, tinha Ivo Worteman, Mareco, Mauro, Flexa, Tadeu, meia de futebol refinado e os jovens Lusinho Lemos e Sergio Lima, que se tornariam grandes artilheiros do time. Nesse jogo a arbitragem foi totalmente favorável aos portugueses, que chegaram ao empate com um gol ilegal.

- Depois fizemos mais uma partida, em Angola. Outra vez o time brasileiro nos deu muito trabalho e acabou nos surpreendendo. Empatamos e fomos decidir nos pênaltis. Acabamos perdendo o jogo e o Troféu TAP, uma belíssima taça que ficou com o America. Foi uma excursão maravilhosa, a gente estava na pré-temporada e o time estava sendo montado. É muito bom relembrar esses momentos.

Antonio José da Conceição Oliveira (Toni), “O craque saloio”, como era chamado o grande capitão do Benfica, nasceu em Mogofores/Anadia, em 14 de dezembro de 1946, atuava como médio-centro, correspondente ao nosso meia- esquerda, estreou no Estádio da Luz em 8 de setembro de 1968, com a vitória do Benfica sobre o Belenenses por 4×1. Parou em 3 de outubro de 1979, vencendo o Arias Salônica, da Grécia, por 2×1.

Atuou em 395 partidas do maior campeão português, marcando 24 gols. Foi campeão nacional 8 vezes, ganhou 4 Taças de Portugal e 1 Troféu Ramon da Carranza, em Cadiz, Espanha. Atuou 33 vezes pela seleção portuguesa e foi vice-campeão da Minicopa, em 1972, perdendo para a seleção brasileira por 1×0, no Maracanã, gol de Jairzinho.

- Tínhamos um grande time, fizemos uma partida excelente e tudo se encaminhava para o 0×0 quando cruzaram uma bola na área e o Jairzinho raspou de cabeça marcando o gol do título. Lembro do Maracanã lotado, com mais de 100 mil torcedores a empurrar o time brasileiro, que era muito forte. Tinha conquistado o tricampeonato, em 1970, no México e a maioria dos jogadores campeões estava em campo.

Toni encerrou a carreira em 1977 e foi contratado pelo Las Vegas Quicksilver, dos Estados Unidos, o grande eldorado dos jogadores portugueses na época. Na despedida de Eusébio, Toni envolveu-se numa confusão gigantesca, junto com Nelinho e Humberto Coelho. O trio não se concentrou no treinamento anterior ao jogo e foi afastado pelo técnico Jimmy Hagan para a partida. O presidente Jorge Borges exigiu a presença dos três craques e o treinador pediu demissão.

22 agosto, 2010 as 19:38 por Manga

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16 ago 2010

A UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Com uma história que remonta ao século seguinte ao da fundação do próprio Estado Português (o reconhecimento papal de Portugal data de 1179 e a confirmação pontifícia da Universidade de 1290), a Universidade de Coimbra constitui uma referência incontornável da cultura portuguesa e um sinônimo de inovação, tanto no passado como na atualidade.

Não é apenas no exterior do país que o imaginário associado à cidade de Coimbra se centra na Universidade com o mesmo nome. Os próprios portugueses referem-se frequentemente a Coimbra como a Cidade dos Estudantes.


Em Portugal, como um pouco por todo o mundo, a idéia da instituição Universidade de Coimbra encontra-se intimamente ligada à Alta Universitária, um conjunto arquitetônico heterogêneo onde se destacam as construções do Estado Novo e, sobretudo, o Pátio e Paço das Escolas, denominados pela célebre Torre da Universidade (A Cabra).

Foi o Paço das Escolas que aglutinou, em 1544, todas as Faculdades da Universidade de Coimbra, após a instalação definitiva da Universidade nesta cidade, em 1537, e um verdadeiro percurso itinerante de quase três séculos entre Lisboa e a urbe do Mondego.

A Alta Universitária acolhe apenas uma parte do todo que constitui a atual Universidade de Coimbra, que ocupa várias áreas da cidade, com as suas oito Faculdades, dezenas de centros de investigação, um Instituto de Investigação Interdisciplinar, um estádio universitário, vários museus, o Teatro Acadêmico de Gil Vicente, o Jardim Botânico, estrutura de apoio aos estudantes e a maior academia do país.

Em 1992 foram inciadas as obras conducentes à instalação do Polo II da Universidade, no Pinhal de Marrocos, ocupando uma área equivalente à do próprio Polo I, centrado na Alta Universitária. Os departamentos de Engenharia Informática, Eletrotécnica e de Computadores, Mecânica, Química e Civil (Faculdade de Ciências e Tecnologia) começaram a funcionar em 2001. Ainda foram instaladas, no Polo II, as Faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação, Ciência do Desporto e Educação Física.

O terceiro pólo, das Ciências da Saúde, para onde se transferiram as Faculdades de Medicina e de Farmácia, bem como vários centros e unidades de investigação, começou a ser construído em 2001. Constitui um conjunto com os Hospitais de Universidade de Coimbra, o Instituto Português de Oncologia, o Instituto Nacional de Medicina Legal e o Hospital Pediátrico de Coimbra, o maior pólo de prestação de cuidados de saúde da Europa.


A Universidade ocupa, desde outubro de 1537, o edifício que foi, durante mais de quatro séculos, o Paço Real da Alcáçova, a primeira entre as residências régias portuguesas, habitada com regularidade, entre os séculos XII e XV, pelos sucessivos monarcas. À exceção única de D. Pedro I, nasceriam aqui todos os Reis de Portugal da Casa de Borgonha.

Quase destruída, no seu flanco sul, durante a conquista definitiva da cidade, em 1064, pelo Imperador Fernando Magno, seria restaurada, ao redor de 1080, pelo alvazir Sesnando, primeiro governador cristão, responsável também pela primeiras edificações em pedra, pré-românicas, que viriam a constituir o embrião do atual palácio, uma capela, dedicada a S. Miguel e uma aula adjacente, encostadas ao troço poente da muralha, junto ao qual edificaria também um albacar , prolongando assim o original recinto militar.

Nesse paço se instalaria o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, a partir de 1130, nele vivendo igualmente os seus imediatos sucessores. Por volta de 1130/40, porém, uma grandiosa reforma se empreende, já no gosto gótico, por iniciativa de D. Afonso IV e sob a direção do arquiteto régio Domingos Domingues.

Entre as atrações turísticas mais importantes, destacam-se a Porta Férrea (1633, por Isidro Manuel, projeto de Antonio Tavares); Via Latina (segunda metade do século XVIII); Sala Grande dos Actos (1544, edificada por Marcos Pires, projeto de Boitaca, pintada por Jacinto Pereira da Costa), Sala do Exame Privado (sucessora da antiga câmara do Rei – 13 de outubro de 1537 – pintura de José Ferreira de Araújo).

Torre. Edificada entre 1728 e 1733, em substituição a uma outra, construída por João de Ruão, em 1561, riscada pelo arquiteto romano Antonio Canevari, trabalhando em Portugal a serviço de D. João V, constituindo-se na matriarca das torres universitárias européias. Elegante e raro exemplar de torre barroca de caráter civil, de sobriedade clássica, ostenta sobre as ventanas um elegante frontão quádruplo, alojando, além dos relógios, os sinos que regulam o funcionamento ritual da Universidade.


Capela de S. Miguel. Iniciada a sua construção pelo Infante D. Pedro, no segundo quarto do século VX, substituiria o primitivo templo pré-românico, sendo-lhe acrescentada nova cabeceira, que quase duplicaria o seu tamanho, a partir de 1507, segundo projeto de Boitaca. Em seu interior destaque para o suntuoso revestimento azulejar, o magnífico retábulo-mor maneirista, de Bernardo Coelho, com pinturas de Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, e o órgão barroco, decorado por Gabriel Ferreira. Não pode ser fotografada.

Biblioteca Joanina. Edificada entre o antigo cárcere real, no exterior do original perímetro muçulmano, a partir de 1717 e concluída em 1728, a sua construção ditaria a ampliação do terreiro que, desde então, adquiriria a configuração atual. Seu interior subdivide-se em três salas comunicantes, de impressionante efeito, no conjunto formado pelo revestimento das estantes, providas de elegantes varandins e decoradas com motivos chineses em ouro sobre fundo sucessivamente verde, vermelho e negro.

Os tetos de pintura ilusionista, foram feitos por Antonio Simões Ribeiro e Vicente Nunes e os ricos pavimentos em calcário branco cinza e as magníficas mesas ou bufetes, rematando a perspectiva interna uma opulenta composição alegórica, envolvendo o retrato régio, de autoria do pintor saboiano Domenico Duprat. O ouro e a madeira utilizados no seu interior foram levados do Brasil. Proibido fotografar, conseguimos licença do senhor Jorge, responsável pelas visitas guiadas e fizemos essa magnífica imagem.


Mais teríamos a mostrar, como o Cárcere Academico (1593); Colégio de S. Pedro (1525); Jardim Botânico (1772); Museu Acadêmico de Coimbra (1951); Museu de Física; Museu de História Natural; Museu Antropológico; Museu Botânico; Museu Mineralógico; Museu Zoológico; Museu do Instituto de Anatomia Patológica; Teatro Acadêmico de Gil Vicente e Museu do Observatório Astronômico.

Entre os mais de 20.300 alunos da Universidade de Coimbra, encontramos o jovem Leonardo Vieira, português, filho do casal de brasileiros Sergio Vieira e Rosemeire Vieira, no seu segundo ano de Ciências do Desporto, que fala com indisfarçável orgulho de freqüentar uma das mais importantes Universidades do mundo.

- Em primeiro lugar desperta na gente um orgulho muito grande em poder estudar em Coimbra, a melhor Faculdade do país e uma das mais famosas no mundo. Estar entre mais de vinte mil alunos não é uma conquista fácil. Meus pais, avós, toda a família se orgulha de ter um representante em Coimbra e comigo não seria diferente. Meus parentes no Brasil citam sempre essa conquista como um importante passo na minha vida futura. É assim.


Pelo que se imagina de longe, não parece fácil ser um entre tantos escolhidos. E não é. São muitos anos de estudo, dedicação total, para estar nesta relação de privilegiados.

- É um longo caminho. Muito difícil, mas que acaba recompensando por esse momento único na vida de cada um daqueles alunos. São doze anos de escolaridade até entrarmos em Coimbra. Após o secundário a gente faz o exame nacional e da média entre o secundário e os exames a gente se habilita a seguir os estudos universitários. É como uma atleta que disputa uma Olimpíada, o apogeu.

Foi como atleta que Leonardo, torcedor do Benfica, resolveu entrar para a Faculdade de Ciências do Desporto que dura três anos para a licenciatura, após o tratado de Bolonha. Antes eram quatro anos e essa mudança gerou grande polêmica.

- Desde criança sempre respirei desporto. Pratiquei natação, basquete e atletismo, quando fui vice-campeão nacional de triatlo técnico, que reúne lançamento de peso, salto em distância e 80 metros, na categoria 14 a 16 anos.

Entre os alunos da Universidade de Coimbra está a campeoníssima Telma Monteiro, do Benfica, segunda colocada no ranking mundial de judô, cursando o primeiro ano de Ciências do Desporto, e o consagrado técnico José Mourinho, hoje no Real Madrid, formado na Faculdade de Motricidade Humana.

16 agosto, 2010 as 13:24 por Manga

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9 ago 2010

AVEIRO A VENEZA PORTUGUESA

FAROL DA BARRA

Mochila nas costas, bermuda abaixo do joelho, crocs pretos (mais ou menos um chinelo mexicano), comecei a viagem a Portugal. Cheguei  em Aveiro, depois de conexão na capital dos campeões do Mundo. Madrid está fervendo como em todos os verões e lá pretendo passar alguns dias. A partir daí a única coisa certa é que pretendo curtir as melhores férias da minha vida, pela primeira vez acompanhado de um leptop e uma câmera. Não vou fazer diário de viagem, mas quero mostrar alguma coisa da Peninsula Ibérica, que é muito linda.

Cerca de 45 quilômetros  separam Aveiro do Porto. Já no ano 959 é identificada com marinhas de sal. A sua situação geográfica transforma-a num grande centro marítimo e comercial. A tradicional Feira de Março vem do tempo do Rei D. Duarte (1434). Em 1472, a Princesa Santa Joana, irmã de D. Pedro II, recolhe ao Mosteiro de Jesus, e ali falece a 12 de maio de 1490.

COSTA NOVA

Em 1759, D. José I dá a Aveiro o estatuto de cidade. O Museu de Aveiro, situado no Convento de Jesus, é notável pela talha dourada da Capela de Jesus e pelo túmulo da Princesa Santa Joana. Merecem visita a catedral e o cruzeiro gótico-manuelino, as Igrejas da Misericórdia, do Carmo  e da Apresentação, bem como a Capela do Senhor das Barrocas. Em Esgueira, destacam-se o magnífico pelourinho e a Igreja de Santo André.

A Ria de Aveiro, numa paisagem de sedução, espraia-se em horizontes de luminosidade e cor, entrecortados pela brancura das velas dos moliceiros e das salinas. A reserva natural das Dunas de São Jacinto constitui um local excelente para observação da fauna e flora, com destaque para as aves migratórias.

MOLICEIRO NA RIA

As caldeiradas de enguias, a raia em molho pitau, as enguias de escabeche e as espetadas de mexilhão lembram-nos o mar e a ria. O carneiro assado em caçoila de barro preto e o leitão marcam esta conjugação sempre presente entre o campo e o litoral.

Os ovos moles em barriquinhas de madeiras decoradas com coloridas pinturas de temática regional, ou em alvo revestimento de hóstia imitando formas marinhas, tornaram-se símbolo de Aveiro por excelência.

O artesanato traduz a forma de vida alegre das gentes da região. A cerâmica, de tradições multisseculares, nas suas mais diversas formas, com destaque para a azulejaria é riquíssima. Em agosto, a FARAV (Feira de Artesanato da Região de Aveiro), uma das principais feiras de artesanato, faz trazer a Aveiro artesãos de todo o país.

PORTO DA GAFANHA DA NAZARÉ

A Ria (canal) penetra na cidade criando uma imagem única de interligação entre o meio aquático e o meio urbano. Barcos e casas refletem-se nas águas. As casas “Arte Nova” imprimem um caráter alegre à cidade. Nos edifícios da Universidade encontram-se magníficos exemplares da arquitetura portuguesa contemporânea. Em novas avenidas e espaços comerciais estão patentes a pujança e dinamismo que se sente por todo o concelho .

Conhecer a Região de Aveiro é percorrer um mundo de emoções. Aceite o desafio e descubra um universo feito de água e de luz. Percorra os caminhos da água que fizeram lugares únicos e moldaram cidades mágicas, onde o tempo é diferente. As manhãs nascem nas Rias de forma radiosa, iluminam as serras, desenham as montanhas. Nesta região, as tardes adormecem no mar. Um lugar onde se pode descobrir paisagens singulares, sentir a adrenalina dos desportos de aventura, tomar um café numa esplanada à beira-mar, comprar um livro nos vários museus ou, simplesmente, conversar. Região de contrastes, onde a vida acontece.

Aveiro também tem história no principal esporte de Portugal, o futebol. Representado pelo Beira-Mar, que retornou à Primeira Divisão para a próxima temporada ( 2010-2011), e tem como seu campo o Estádio Municipal de Aveiro , com capacidade para 35 mil pagantes, inaugurado para a Eurocopa de 2004, como um dos dez novos estádios construídos no país para esse evento.  Inaugurado com o amistoso Portugal x Grécia e sede de Holanda e República Tcheca.

COSTA NOVA

A Supertaça, disputada sábado (07-08) entre os campeões da Taça de Portugal, o Porto, e o campeão Nacional, Benfica, foi vencida pelos portistas por 2×0, abrindo oficialmente a temporada. N a Tribuna de Honra, presença do maior jogador português de todos os tempos, Eusébio, “Embaixador” do Benfica.  A primeira rodada começa no próximo fim-de-semana (14/15-08).

9 agosto, 2010 as 23:57 por Manga

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3 ago 2010

CAPOEIRA, BARTITSU, ÁFRICA E SHERLOCK HOMES

Quilombo do Leblon, 26 de julho de 2010

Recebo e-mail de brilhante doutorando em Filosofia, campeão de Tae Kwon Do e atento pesquisador de Artes Marciais, propondo trabalho-laboratório sobre Capoeiragem. Mais especificamente sobre a Capoeira Utilitária (luta de verdade, sem marmelada). do Senhor Agenor Sampaio (foto), o famoso paulista-carioca Sinhozinho.
Propostas das mais sérias e oportunas (e de fácil realização), como bem sabe todo aquele que entende ser a multi-facetada Capoeira também uma Luta Eficaz. Entretanto, há um estranho e lamentável obstáculo inviabilizando essa proposta: o fato de que quase todas as “lideranças capoeirísticas” (?) preferem as versões teatrais, tipo exportação de luxo. Não havendo, portanto, nem como nem por que insistir nessa excelente e mais do que oportuna proposta.
Da minha parte, conseqüentemente, limito-me a trocar preciosos registros históricos com meia dúzia de excelentes mestres-pesquisadores e, de vez em quando, escrever livros, artigos e crônicas. Procurando sempre salientar a influência das culturas africanas e a inestimável contribuição do Rio de Janeiro no fenômeno Capoeira. Fenômeno que, hoje em dia, em que pese algumas distorções e lacunas, vai se consagrando no mundo inteiro.
O presente artigo, sobre o estilo de luta Bartisu, é bom exemplo. Qual será, afinal, a origem do Bartisu? Em sua extremamente informativa “Sala Prensa Internacional”, na Internet, o espanhol Javier Rubiera Cuervo, presidente da Agrupación Española de Capoeira Deportiva e da Federação Internacional de Capoeira (FICA - www.capoeira-fica.org), um dos mais profícuos e respeitáveis pesquisadores da atualidade, transcreve interessante apanhado sobre a gênese da mencionada luta.
Bartitsu teria sido criado pelo inglês William Barton-Wright, engenheiro de ferrovia, que trabalhou três anos no Japão, onde aprendeu o jujitsu, na famosa Escola de Jigoro Kano. Ao retornar à Inglaterra abandonou sua carreira e abriu uma Escola de jiu-jítsu. Em 1800, Barton-Wright escreveu artigo intitulado “Uma Nova Arte de Defesa Pessoal” (A New Art of Self Defense). Sistema por ele batizado de. “Bartitsu,”, obviamente cunhado em função da mistura do seu próprio nome – Barton – com “jujitsu”. O novo método, entretanto, foi além do jiu-jitsu puro, pois incluía também, elementos do box, kickbox e da luta com bastões ou bengalas ( stick fighting). Mais adiante Barton abriu o Bartitsu Club, passando a convidar alguns dos melhores mestres de diferentes artes marciais de várias partes do mundo.
Algo parecido aconteceu no Brasil, especialmente aqui no Rio de Janeiro, onde nasceu o Valetudo. Resultado dos inúmeros confrontos do jiu-jítsu brasileiro dos Gracie, com os mais variados campeões de outras lutas. O Bartitsu, assim como o Valetudo Brasileiro, portanto, podem ser considerados formas embrionárias do que hoje se consagra como Mixed Martial Art.

Por oportuno é imperioso registrar Sherlock Homes! Ou melhor, seu autor-criador Sir Arthur Conan Doyle. Em seu livro “The Adventure of the Empty House”, Conon Doyle apresenta um Sherlock Homes virtuoso na arte do Bartitsu.
Assim como os livros de Jorge Amado enaltecem Mestre Pastinha, com esse seu romance, Doyle colocou o Bartitsu na literatura marcial do mundo. Muito bem, muito curioso, mas onde estará a ligação, ou mesmo a possível ligação com a África e com a capoeira brasileira dos tempos modernos?

Muito simples. Para explicar, podemos começar por outra curiosidade, dessa vez, musical: Penny Lane, música consagrada pelos Beatles (letra de Paul McCartney).
James Penny foi um grande proprietário de navios tumbeiros, tanto assim, como informa Luis Fernando Veríssimo, foi escolhido para defender o tráfego (tráfico?) de escravos no Parlamento quando a prática começou a ser contestada.
No SÉCULO XVIII, mais de um milhão e meio de africanos aportaram, como escravos, em Liverpool. A cidade chegou a dominar 40 por cento do tráfego mundial.
Ora, ora, como não especular sobre a probabilidade dos “capoeiras” do N`Golo e os “capoeiras” do moringue (outro lado da África & Oceano Índico) terem desembarcado também em solo Inglês, levando embrião do jogo-luta da
pernada e da cabeçada?
Por que, então – não faltará quem interrogue – Sir William Barton-Wright não mencionou a contribuição do africano na criação do seu “valetudo inglês”, no seu “mixed martial art” pioneiro? Resposta especulativa: preconceito, soberba!?
Admitir componente africano na composição do Bartitsu significaria fechar a Academia no dia seguinte. Pois logo apareceria a versão inglesa de um Sir Sampaio Ferraz. Lembre-se que o Bartitsu apresentava-se como “The Martial Art of Gentleman”!
Em que ficamos, então?
É só refletir sobre as fotos que ilustram esse artigo.
O mote é, pelo menos, instigante, que outros pesquisadores mergulhem mais fundo nessas águas.

André Luiz Lace Lopes nasceu no Paraná, mas vive há muitos anos no Rio de Janeiro. Ou melhor, na cidade do Leblon. Jornalista e administrador, com mestrado na Universidade de Syracuse, em Nova Iorque, é autor de seis livros (um com versão em francês) e mais de trezentos artigos e crônicas sobre Administração, Cultura Popular Afro-Brasileira e Esporte em Geral.
Entre diversas experiências profissionais, foi redator da Rádio Roquette Pinto, superintendente administrativo do Clube de Regatas do Flamengo, Diretor do Escritório de Assunto da Juventude, na OEA, em Washington DC e assessor técnico do Instituto Brasileiro de Administração Municipal. Mestre André Lacé, uma das maiores autoridades em se tratando de capoeira, nesse País, nos brinda com mais esse artigo.
3 agosto, 2010 as 0:36 por Manga

Publicado em Matéria | 1 Comment »

1 ago 2010

GATINHA DO MÊS

CHLOE LOURDES DE OLIVEIRA É O MEU NOME.

NASCI NO DIA 15 DE JULHO DE 2009, EM RAVENA, ESTADO DE NOVA IORQUE. CARLO ALEXANDRE, MEU PAI É BRASILEIRO. MINHA MÃE, DONNA SCARPINATI É AMERICANA, COMO EU. MEUS AMIGUINHOS SÃO MALIA E ABBY.

ADORO BRINCAR COM ELAS E VER OS DVD’S DA XUXA, BRINCAR NO BALANÇO E BALANÇAR NA REDE COM MEU PAI. A PRIMEIRA PALAVRA QUE FALEI FOI “DADDY” MAS ESTOU FALANDO “PÉ” DE TANTO OUVIR A XUXA.

QUANDO EU PUDER VIAJAR QUERO IR AO BRASIL CONHECER A TIA ANITA.

1 agosto, 2010 as 20:41 por Manga

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