SAUDADE DO BOM FUTEBOL

Prometi e cumpro. Não pretendo analisar, muito menos discutir o futebol brasileiro de hoje. Até porque sou do tempo – entrevistei todos eles, convivi com alguns fora de campo – de Garrincha, Didi, Amarildo, Nilton Santos, Manga, Roberto, Gerson, Carlos Roberto, Rogério, Afonsinho, Paulo Cezar Lima, Zequinha, Zagallo, Sebastião Leônidas, Jairzinho e … espera aí, só tem gente do Botafogo e da seleção, alguma coisa está errada. Não, não está, o futebol atual é que ficou pra trás. Hoje, nenhum jogador alvinegro seria convocado nem para a seleção B, se fizessem. Detalhe, aí estão DEZ campeões do mundo. Ative-me ao Botafogo porque tenho imenso carinho pelo clube e torço muito por Jair Ventura, seu treinador, a grande revelação dos últimos anos. E por ser um time bom de ver, mesmo sem os craques de antigamente. Mas os vícios do futebol brasileiro atrapalham o trabalho do técnico e de seus colegas. Um cai-cai interminável, arbitragens desastrosas, jogadores que querem mandar no jogo – Carli é simplesmente insuportável – como tantos outros – e os do apito “administrando” o jogo, sem padronizaçáo técnica ou disciplinar. Os goleiros (todos eles), caem no mínimo cinco vezes por partida, por conveniência. Põem as mãos na perna e um minuto depois cobram a falta ou tiro de meta. E não são punidos. Os “de linha” levam as mãos ao rosto, rolam no campo, asustam a gente em casa e levantam em seguida, fagueiro, se achando um Morgan Freeman, quando não passam de um canastrão de terceira categoria. Saudade da Liga das Estrelas e da Champions.

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