FUTEBOL DE LUTO COM A MORTE DE PINHEIRO

Nilton Santos, Castilho e Pinheiro

O futebol e os amigos perderam João Carlos Batista Pinheiro, que morreu na terça-feira, dia 30, aos 79 anos. Pinheiro virou lenda no Fluminense, onde formou com Castilho e Pindaro uma muralha quase intransponível. Uma história escrita com suor, lágrimas e amor ao seu tricolor, onde construiu uma carreira magnífica como jogador e descobridor de talentos. Pela Seleção, Pinheiro foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1952 e da Taça Bernardo O’Higgins em 1955. Sua participação no Brasil foi de 17 partidas, com 11 vitória, três empates, três derrotas e um gol marcado.

 

Pinheiro veio de Campos ainda menino, precedendo a Didi, Paulinho, Amarildo, Renato, Evaldo e várias gerações de craques que se consagraram no futebol brasileiro e mundial. Brilhou com a camisa tricolor de 1948 a 1963, realizando 603 partidas, perdendo apenas para o goleiro Castilho, com 697 jogos. Foi titular da seleção brasileira, na copa do mundo de 1954, na Suiça. Antes de chegar ao Fluminense, vestiu  a camisa de goleiro do Americano, time de sua cidade, onde nasceu em 13 de janeiro de 1932. Após deixar o Fluminense, defendeu o Bonsucesso, no Rio de Janeiro, em 1963, e o Bahia, em 1964

 

Como titular da zaga tricolor foi campeão carioca em 1951 e 1959, do Rio São Paulo (invicto), em 1957, e 1960, e participou da conquista da Copa Rio, em 1952, considerada pelos tricolores como um título mundial.

 

Em 1963  passou a ser o responsável pela base do clube, onde lançou Abel Braga, Edinho, Rubens Galaxy, Kleber, Pintinho, Tadeu, Zé Roberto, entre outros. Foi técnico profissional a partir de 1980, trabalhando no Americano e Goitacaz, de Campos, Fluminense, Bangu – vice-campeão brasileiro em 1985, perdendo a final para o Coritiba, na decisão por pênaltis – América MG e Cruzeiro, onde lançou Ronaldo Fenômeno para o mundo, em 1993.

 

“Morreu nesta terça-feira uma parte marcante da história do Fluminense: Pinheiro. Um homem a quem devemos idolatrar muito além das quatro linhas. Um ídolo, uma referência. Sentiremos a sua falta, mas ele está eternizado na memória e no coração do torcedor tricolor”, declarou Peter Siemsen, presidente do 

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